
A greve dos servidores municipais de São José completa 12 dias nesta quinta-feira (20) sem avanços concretos nas negociações com o Executivo. Após reunião realizada nesta manhã no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) do Tribunal de Justiça, as partes agendaram nova rodada de conciliação para esta quinta-feira (21), às 14h, no mesmo local.
A categoria reivindica valorização profissional, melhorias nas condições de trabalho e dos serviços à população. Entre os principais pontos da pauta estão o cumprimento do acordo firmado com o Executivo na data-base do ano passado, a valorização da carreira dos técnicos e auxiliares de enfermagem e o enquadramento dos auxiliares de ensino de educação especial na carreira do magistério. Os servidores também denunciam a falta de estrutura e de funcionários para atender adequadamente a população.
A rodada de negociação foi determinada após o Executivo acionar a Justiça para tentar barrar a greve sem negociar. Na última terça-feira (19), o desembargador Diogo Nicolau Pítsica decidiu não punir os trabalhadores em greve e rejeitou o pedido da Prefeitura para proibir manifestações públicas dos servidores em prédios públicos. O único pedido acolhido pelo magistrado foi a garantia de 80% do contingente de profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos) nas unidades, medida acatada pela categoria.
Os servidores já estão convocados para a continuação da assembleia geral (interrompida na última terça-feira) nesta quinta (20), a partir das 17h, no bolsão da Avenida Beira-Mar de São José. Na ocasião, o Comando de Greve, composto por dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José (SINTRAM/SJ) e servidores da base, apresentará os desdobramentos das negociações para a categoria, que decidirá os rumos do movimento.
Apoio da população
Ao longo da greve, os servidores – que atuam nas unidades de saúde, educação, assistência social e administração pública – têm recebido amplo apoio da população usuária dos serviços municipais. Em vídeos publicados nas redes sociais do Sindicato (@sintram_saojose), moradores e servidores denunciam a precariedade na estrutura e a falta de funcionários para dar conta do atendimento.
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