Nesta terça-feira (19), quando a greve dos servidores municipais de São José completa 11 dias, a categoria obteve uma importante vitória. O Desembargador Diogo Nicolau Pítsica, do Tribunal de Justiça, decidiu não punir os trabalhadores em greve e também rejeitou o pedido do prefeito para que fossem proibidas manifestações públicas dos servidores em prédios públicos.
A única determinação judicial foi a garantia de 80% do contingente de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos nas unidades de saúde da cidade — medida acatada pelos grevistas na assembleia desta terça-feira e que será efetivada assim que o Sindicato for intimado da decisão.
Assembleia interrompida para ato na Prefeitura
A decisão foi recebida com comemoração pelos servidores, que se reuniram em Assembleia na tarde desta terça. Ao saber do teor da decisão, os trabalhadores interromperam os trabalhos e decidiram se dirigir até a Prefeitura para acompanhar o Comando de Greve, com o objetivo de formalizar a decisão coletiva pela continuidade da paralisação com cumprimento da decisão judicial.
Os grevistas ocuparam mais uma vez as galerias da Prefeitura até o protocolo do documento, reafirmando a disposição de luta da categoria e cobrando diálogo por parte da gestão municipal.
Audiência de conciliação
A luta continua, porque o descaso com a população não pode mais esperar. A decisão judicial também definiu uma audiência de conciliação para esta quarta-feira (20), às 10h, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) do Tribunal de Justiça.
Ainda na quarta-feira, acontece a continuidade da Assembleia geral da categoria a partir das 15h, no mesmo local de hoje: o bolsão da Avenida Beira-Mar de São José. Há expectativa de que a reunião pela manhã se materialize em uma proposta que será avaliada pelos trabalhadores. Juntos/as, vamos decidir os rumos da luta que é nossa e de toda a população de São José.
Greve completa 11 dias
A paralisação teve início no dia 5 de maio e reivindica melhores condições de trabalho para os servidores, valorização profissional e políticas públicas adequadas para atender a população de São José. Entre as denúncias da categoria estão a falta de profissionais e as condições precárias para o atendimento à população.







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