Sem proposta do executivo, servidores deliberam pela suspensão da greve após treze dias de movimento

Em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira (21), os servidores municipais de São José decidiram pela suspensão da greve, que completava 13 dias. A votação, no entanto, deixou claro que a paralisação pode ser retomada a qualquer momento, caso o Executivo municipal continue se recusando a negociar.

A decisão veio após um novo revés nas tentativas de diálogo. Na quarta-feira (20), uma mesa de pré-mediação no Tribunal de Justiça (TJ) chegou a garantir uma mesa de conciliação para esta quinta (21), às 14h. Mas, na manhã do mesmo dia, o comando de greve foi surpreendido com o cancelamento da audiência, a pedido da Prefeitura de São José.

A justificativa do Executivo foi a alegação de dificuldades financeiras e a ausência de uma proposta concreta para apresentar. O cancelamento causou revolta entre os trabalhadores, que aguardavam uma proposta oficial para ser avaliada na assembleia.

A falta de disposição do prefeito Orvino em negociar escancara o descaso da gestão com a população josefense, que já convive com um cenário caótico no atendimento dos serviços públicos desde antes do início da greve. A paralisação dos serviços foi motivado justamente para chamar a atenção para a situação. Por meio dela, os servidores fizeram ecoar a voz dos moradores, usuários do serviço público, que é quem sofre cotidianamente com as lacunas do serviço público gerada pelo descaso do governo Orvino.

Retornamos ao trabalho, mas a luta segue

Apesar da suspensão da greve, com previsão de retorno às unidades de trabalho nesta sexta-feira (22), o movimento de luta não terminou. A categoria avalia que, embora os dias de paralisação evidenciem a precariedade dos serviços, a ausência do atendimento acaba pesando para a população.

Por isso, a suspensão foi vista como uma nova estratégia: recuar para reorganizar a resistência, sem abrir mão da pauta principal — a valorização dos trabalhadores e a garantia de um serviço público de qualidade para todos os josefenses.

O sindicato reforça que o movimento está apenas suspenso, e que a defesa da data-base de 2026 continuará mobilizando a categoria. Caso o prefeito mantenha a postura de intransigência, uma nova greve poderá ser deflagrada imediatamente.

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