Campanha mobiliza ajuda financeira para grevistas vítimas da covardia do Governo Orvino

A luta por direitos e melhores condições de trabalho segue encontrando resistência em São José. O prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD) consumou mais um ataque aos servidores municipais que participaram da greve da categoria: o desconto dos dias parados nas folhas de pagamento. Em casos extremos, trabalhadores de serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social, receberam valores irrisórios, de apenas R$ 7.

O resultado é imediato e cruel: dezenas de famílias terão que atravessar o mês de junho sem salário e sem vale-alimentação, num contexto em que o custo de vida não para de subir. Diante dessa covardia, o Sintram/SJ lançou uma campanha emergencial de arrecadação para minorar o prejuízo e evitar que os servidores grevistas e suas famílias passem necessidades.

Ajude os servidores grevistas

Qualquer valor é bem-vindo. As doações podem ser feitas via Pix para o CNPJ do Sintram: 80.673.200.001-56. A solidariedade precisa se transformar em ajuda concreta.

Cadastro dos servidores lesados

Para organizar a distribuição da ajuda financeira de forma justa e priorizar os casos mais urgentes, o sindicato criou um formulário específico. Todos os servidores que sofreram desconto devem preencher os dados neste link

Além do cadastro, os trabalhadores deverão enviar os contracheques do mês de maio — com os descontos visíveis — para o e-mail: ajudafinanceirasintram@gmail.com. A partir da análise dessas informações, o Sintram/SJ vai classificar o auxílio conforme o nível de necessidade de cada família.

Organizando a reação

Em assembleia realizada no dia 28 de maio, os servidores decidiram que não vão aceitar esse revide calados. Foram aprovadas medidas em quatro frentes: política, financeira, midiática e judicial. Ficou deliberado que o sindicato irá direcionar uma ajuda financeira aos servidores utilizando recursos próprios, além da campanha para que outras entidades e pessoas ajudem. Além da campanha de arrecadação, o Sintram/SJ já adota providências para ingressar com todas as ações judiciais cabíveis visando reverter esse ataque à categoria.

Na primeira ação política, realizada na sexta-feira, 29 de maio, os trabalhadores realizaram o ato “Orvino, pague meu boleto”, fixando boletos de pagamento na fachada da prefeitura. O recado foi direto: quem penaliza o servidor acaba penalizando a população.

Sem reposição não há serviços

A reposição dos dias parados é o mecanismo pelo qual os grevistas devolvem à sociedade o serviço que ficou suspenso durante a luta por políticas públicas de qualidade. São serviços como campanhas para suprir o calendário de vacinação, mutirões do Cadastro Único, atividades de saúde bucal e mental nas comunidades, preventivos, agendamentos de consultas e cumprimento do ano letivo e das aulas devidas.

Quando se recusa a negociar a reposição com o sindicato e os grevistas, preferindo punir os servidores com desconto nos salários, o prefeito Orvino tira da população o direito à recomposição dos serviços. Mais que isso: a medida pode comprometer seriamente os calendários escolares e da saúde, além de gerar desperdício de recursos públicos com ações judiciais evitáveis e possíveis bloqueios de recursos federais.

Retaliação

Os servidores da saúde, educação e assistência social de São José paralisaram atividades durante 17 dias corridos (13 dias úteis) para reivindicar melhores condições de trabalho para os servidores, valorização profissional e políticas públicas adequadas para atender a população de São José. 

Ao longo de três semanas, a categoria e a população denunciaram situações como a falta de profissionais, condições precárias para o atendimento à população e a inflada folha de cargos comissionados mantida pelo governo Orvino. A greve foi comunicada previamente e ocorreu dentro da legalidade. A própria justiça negou o pedido de liminar de ilegalidade da greve proposto pela prefeitura. Por isso, o desconto integral dos dias parados, sem mesa de negociação prévia, é mais uma retaliação política do prefeito.

Serviço público de qualidade não se faz com perseguição!


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