Em mais uma assembleia lotada realizada nesta terça-feira (14), os servidores municipais de São José/SC decidiram manter o estado de greve, com indicativo de paralisação total dos serviços caso não haja avanços concretos nas negociações com a gestão Orvino/Michel. A decisão foi tomada após a categoria analisar o documento enviado pelo governo municipal, que não trouxe propostas objetivas para a pauta de reivindicações da data-base de 2026.
Na tarde da véspera da assembleia, o Sintram/SJ participou de reunião com o Executivo, que não apresentou qualquer proposta, mas enviou um documento horas antes da assembleia negando o pleito dos servidores. O posicionamento gerou um clima de indignação entre as trabalhadoras e os trabalhadores, que lotaram o bolsão da Beira Mar de São José/SC e, ao final, realizaram uma caminhada até a prefeitura em protesto contra a intransigência do Executivo.
Acesse aqui a resposta do executivo
Descumprimento de acordos motivou estado de greve
A deliberação pelo estado de greve já havia sido aprovada na primeira assembleia da data-base, realizada em 31 de março. Na ocasião, a categoria já denunciava o descumprimento, por parte do Executivo, de pontos do acordo firmado referente à data-base de 2025.
Um dos pontos mais graves do descumprimento é a criação do cargo de “auxiliar de Educação Especial” fora do quadro do magistério. A medida, aprovada pela Câmara Municipal em dezembro, retirou desses profissionais o direito à hora-atividade e ao piso da categoria. O sindicato chegou a argumentar ao Executivo que, como o concurso público para essas vagas ainda não foi realizado, há possibilidade de adequar o cargo ao plano de carreira do magistério.
No entanto, ignorando toda a defesa técnica e pedagógica apresentada pelo sindicato, o Executivo declarou que não pretende alterar a lei, já que não reconhece atividades de docência sob a responsabilidade desses profissionais.
Para o Sintram/SJ, esse posicionamento revela o completo equívoco do Executivo sobre o cotidiano das salas de aula. São os auxiliares de ensino de Educação Especial que viabilizam a permanência dos estudantes na escola, garantindo inclusão, acolhimento e condições de aprendizado. Negar a natureza educacional desse trabalho é um desrespeito à realidade das unidades escolares.
Outros pontos não cumpridos do acordo de 2025, ou cumpridos apenas parcialmente, foram os relacionados aos concursos públicos para reposição de servidores, o que compromete o atendimento à população a médio e longo prazo. A diretoria do Sintram/SJ exigiu aos representantes do Executivo planejamento para a chamada e realização dos concursos.
Além disso, o sindicato manifestou repúdio às reiteradas e desastrosas tentativas de terceirização da prestação de serviços na área da saúde, prática que a categoria considera um retrocesso e uma ameaça à qualidade do serviço público prestado à população josefense.
Pauta de reivindicações
Entre as principais demandas da categoria para a data-base 2026 estão:
- Realização e chamamento de concurso público em todas as áreas para melhorar o atendimento à população;
- Isonomia na carreira;
- Inserção do cargo de auxiliar de ensino de Educação Especial no plano de carreira do magistério;
- Revisão salarial de técnicos e auxiliares de enfermagem;
- Defesa da previdência.
Próximos passos
Uma nova assembleia está marcada para o dia 29 de abril, a partir das 13h. Na ocasião, a categoria deverá deliberar sobre a deflagração da greve, caso as negociações não evoluam. O indicativo é claro: sem propostas concretas do Executivo, os serviços serão paralisados.
A diretoria do Sintram/SJ reforça a importância da mobilização e da presença de todas e todos na próxima assembleia. A união da categoria é nossa maior força. Não aceitaremos retrocessos nem descumprimento de direitos. A luta continua até que o respeito seja garantido!







































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