Servidores dizem NÃO à intimidação e mantêm greve por unanimidade

Em uma assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (14) no Bolsão da Beira-Mar, os servidores municipais de São José deram um recado claro ao prefeito Orvino Coelho de Ávila: a greve vai continuar, e a categoria está mais unida do que nunca. Por unanimidade, os trabalhadores e trabalhadoras decidiram manter a paralisação iniciada no dia 5 de maio e ampliar o estado de mobilização.

O motivo da indignação não poderia ser mais grave: falta de diálogo, ameaças e até violência por parte do governo municipal.

Prefeito ameaça, mas não negocia

Na tarde de ontem (13), uma nova tentativa de negociação foi frustrada. O secretário de Finanças, Gervásio Junior, sentou à mesa com os servidores às 14h — mas, na prática, nada foi apresentado. Enquanto os trabalhadores buscavam diálogo, o prefeito Orvino usava suas redes sociais para ameaçar descontar os salários dos grevistas.

“Não houve qualquer abertura para negociação. Em vez de sentar à mesa, o prefeito optou por ameaças públicas. Isso ofende a categoria e demonstra que o governo não tem interesse em resolver o conflito pelo diálogo”, denunciou o comando de greve do Sintram/SJ.

Violência dentro da prefeitura: spray de pimenta contra servidores
Se as ameaças já foram graves, a ação repressiva da gestão na noite de ontem (13) indignou ainda mais a categoria.

Após a reunião frustrada, um grupo de servidores permaneceu no prédio da prefeitura, em frente ao gabinete do prefeito, aguardando por seis horas para ser recebido. Por volta das 20h20, uma servidora foi retirada do local por um guarda municipal. Os demais trabalhadores foram dispersados com spray de pimenta.

O comando de greve repudiou a ação, classificada como desnecessária e desproporcional, e destacou:

“Os guardas cumprem ordens. A responsabilidade política é do prefeito, que tenta provocar confronto entre trabalhadores para desmobilizar o movimento.”

Comunidade e movimentos sociais estão ao nosso lado

A assembleia desta quinta-feira (14) não foi composta apenas por servidores. Moradores da cidade, movimentos sociais, outros sindicatos e vereadores que apoiam a nossa luta marcaram presença. Os relatos da população trouxeram ainda mais força à greve: a precariedade dos serviços públicos — saúde, educação e assistência social — é visível e já afeta a vida de todos em São José.

“A população está vendo no nosso rosto o reflexo do sucateamento. Não é só uma luta dos servidores, é uma luta por atendimento digno para São José”, disse uma participante da assembleia.

O que estamos cobrando?


Diferente do que o governo tenta fazer crer, essa greve não é apenas por reajuste salarial. A proposta do Executivo — dois parcelas de aproximadamente 2% (maio e outubro) sem qualquer reajuste no vale-alimentação — é irrisória. Estudos do Sintram/SJ mostram que os limites dos cofres municipais são fruto da má gestão de Orvino, não da falta de recursos.

Nossas pautas são claras e justas:

✅ Plano de revisão salarial para técnicos e auxiliares de enfermagem;

✅ Enquadramento do auxiliar de educação especial no magistério (contrariando acordo firmado em 2025);

✅ Isonomia na carreira;

✅ Chamamento imediato de concursos públicos vigentes — especialmente para suprir cerca de 400 vagas na saúde e assistência social — e abertura de novo concurso para educação e administração;

✅ Aplicação do mesmo percentual de reajuste ao vale-alimentação, garantindo um valor fixo mensal.

Fique atento/a à agenda de mobilização

Sexta-feira (15) – Pela manhã, o comando de greve percorrerá unidades de trabalho para estimular a adesão dos servidores que ainda não paralisaram. Todos juntos somos mais fortes!

Segunda-feira (18), 14h – Ato em frente ao prédio da prefeitura com participação popular. Traga sua família, seus vizinhos, sua comunidade. A cidade inteira precisa ver nossa força.

A categoria está unida, consciente e disposta a resistir pelo tempo que for necessário. Não recuaremos enquanto o governo não nos tratar com respeito e sentar para negociar de fato.


Participe e fortaleça !

NOSSA LUTA É JUSTA. NINGUÉM NOS PARA.

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