Reunião na Câmara Municipal expõe o rastro de prejuízos da terceirização na saúde pública de São José

Em agosto, uma operação revelou um esquema milionário de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão da prestadora de serviços de saúde Mahatma Gandhi, Organização Social contratada pela prefeitura de São José. A falta de transparência com os recursos públicos é um dos riscos deste tipo de convênio, mas é só a ponta do iceberg. Junto com ela, vem a fragilidade dos vínculos de trabalho e a queda na qualidade do serviço. O assunto pautou uma reunião pública que contou com a participação do Sintram/SJ na Câmara Municipal no dia 25 de novembro.

A diretora Graziele Justino mencionou o impacto da rotatividade de profissionais e lembrou que a atenção primária em saúde depende da priorização de servidores concursados para que tenha efetividade. “É preciso que os profissionais que atendem as comunidades possam estabelecer vínculo com o território, que conheçam as famílias a longo prazo pra ter um histórico completo”, afirmou Grazi.

A presidente Jumeri Zanetti relatou os casos frequentes de atrasos no pagamento de salários e auxílio alimentação reportados pelos profissionais terceirizados. Lembrou ainda que, mesmo após as denúncias de corrupção da Mahatma Gandhi, o executivo recorreu a outra OS para executar serviços em São José. “Se a prefeitura tivesse feito concurso na data correta, agora teríamos profissionais para serem chamados. Mas o concurso foi feito no último domingo. Agora, são obrigados a chamar outra OS, e isso é um absurdo”, afirmou.

Além do vereador Cae Martins(PT), propositor da reunião, apenas o vereador André Guesser (PDT) participou do encontro. O Sindicato dos Trabalhadores/as da Saúde de Santa Catarina (Sindsaúde) também esteve presente.

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