No dia 17 de dezembro, às 23h da noite, após 7 horas do início da sessão da Câmara na tentativa de cansar os trabalhadores e população que estavam acompanhando, os vereadores votaram um dos projetos do pacotão de fim de ano do prefeito Orvino: a criação do cargo de “auxiliar de educação especial” para o Plano de Carreira da Administração, sem o direito ao piso do magistério estabelecido por lei federal e sem direito à hora-atividade.
Cena essa inédita, tantas horas de trabalho para aprovar projetos, mas infelizmente, a grande maioria para atacar a população.
O acordo firmado com a categoria era a criação de 300 cargos efetivos de “auxiliar de ensino de educação especial” para o Plano de Carreira do Magistério, com direito à hora-atividade, exigência de especialização na área e com remuneração do piso nacional.
Porém, o projeto enviado pelo prefeito e aprovado por 12 vereadores contra 5 não condiz com o acordo: cria um cargo para a administração e retira o direito à hora-atividade, além de reduzir o salário em mais de 1000 reais.
É inadmissível como a Câmara, que deveria ser a casa do povo, trata a população e beneficia seus aliados.
Agradecemos a toda a população, servidores e famílias que estiveram na sessão e resistiram bravamente mesmo com tanto desrespeito. A luta continua! Nossas crianças público alvo da Educação Especial merecem ser atendidas por profissionais valorizados.

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